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Thursday, May 10, 2018

Compulsão pelo trabalho

O gosto pelo trabalho é bastante nobre. O problema é quando este gosto se transforma em uma compulsão.
É comum a utilização do termo "Workaholic" para designar indivíduos que são "viciados" em trabalho. São pessoas cujo amor pelo trabalhar esbarra em todas as outras áreas da vida, prejudicando os relacionamentos, saúde e, ao contrário do que se pode imaginar, o próprio rendimento do trabalho do indivíduo.
O excesso de trabalho pode resultar em esgotamento físico e mental, gerando stress, problemas de memória, problemas de atenção e irritabilidade.
Insônia, mau-humor e até impotência estão ligados a este distúrbio.
Por isso, se você se reconhece um viciado por trabalho, talvez seja hora de procurar ajuda.

Wednesday, May 9, 2018

Ansiedade

Todos nós ficamos ansiosos ou nervosos de tempos em tempos. Porém há casos em que essa ansiedade faz parte do dia a dia, e torna-se um grande obstáculo. 
Preocupação excessiva diária com pequenas coisas, problemas de sono devido a preocupações, medos irracionais, constante tensão de músculos, indigestão crônica, medo excessivo de falar em público, pânico, perfeccionismo obsessivo, comportamentos compulsivos, flashbacks (reviver momentos perturbadores e traumáticos), roer unhas excessivamente, constantemente duvidar de si mesmo. 
Estes são sinais que podem indicar um dos transtornos mentais mais comuns dos tempos atuais: O Transtorno de Ansiedade.

Com a ajuda de um especialista, a ansiedade pode ser controlada e a normalidade da vida retomada. Por isso, não perca tempo! 
Se você possui alguns dos sinais citados, e sente que sua vida é prejudicada por eles, procure a ajuda de um psiquiatra.

Tuesday, May 8, 2018

Transtorno bipolar - Como familiares e amigos podem ajudar



Cerca de 1% das pessoas no mundo sofrem de transtorno bipolar, um transtorno de saúde mental que causa alterações de humor como mania (bipolar tipo I) ou hipomania (uma forma menos intensa de mania, chamado bipolar tipo II) e depressão. A Dra. Vanessa Marsden, psiquiatra, explica um pouco mais sobre o transtorno:


Segundo a dra. Vanessa pessoas com transtorno bipolar em tratamento adequado, capazes de manejar sua doença (self-care) e que contam com suporte de família e amigos podem viver vidas plenas e produtivas. Sem tratamento adequado o transtorno bipolar pode ter um efeito devastador na vida da pessoa, da família, nos relacionamentos e no trabalho. 

Como reconhecer a crise do transtorno afetivo bipolar (TAB)?

A dra. Vanessa explica que como o TAB envolve humor depressivo ou eufórico (mania), qualquer problema do humor pode anunciar a recorrência da doença. Em geral a fase maníaca progride de excitação para hipomania e, se não controlada, pode escalar para mania. O que a família enxerga primeiro é geralmente a hipomania. 

Por dias ou semanas o indivíduo afetado começa a dormir cada vez menos, parece ter energia ilimitada e está cheio de ideias. De início a pessoa parece engraçada e agradável mas com a progressão do quadro o humor se torna irritável ou instável. Pode ser que seu familiar passe a fazer uso de álcool e ou drogas às escondidas - problemas comuns em pessoas com TAB. Se seu familiar ou amigo estava em uso de medicamentos para o transtorno ele ou ela pode ter descontinuado o tratamento.  

Sinais de alerta incluem encontrar saques estranhos no banco e endividamento pessoal. Durante os estados de hipomania/mania a pessoa não tem julgamento adequado das situações e pode pôr-se em risco: sexo casual (e desprotegido), jogatina, dirigir em alta velocidade, frequentar lugares ou pessoas que não são os mais adequados.... Com o tempo e se o TAB não for tratado a euforia aumenta e a pessoa torna-se incapaz de terminar tarefas. Os comportamentos tornam-se cada vez mais arriscados para ela e para outros a seu redor. Não há senso crítico e torna-se inviável argumentar com uma pessoa que não está mais no controle de si mesma. 

O que você pode fazer?

A primeira coisa a fazer é saber o que não fazer: não adianta brigar com seu familiar ou amigo. Pode ser a coisa mais difícil de todas. Uma dica da dra. Vanessa é uma combinação de escuta e barganha. Tente ouvir e perguntar mas não discutir ou impor. 
Barganha diz respeito à vida familiar ser uma via de duas mãos: você leva mas você também dá. Como familiar, que tipo de suporte você está dando para o paciente? Um celular, algum dinheiro, um local seguro para ele/a ficar. Todos são pontos que podem ser usados para negociar o que de fato o paciente necessita: avaliação e tratamento. Lembre-se: evitar uma briga não é a mesma coisa de ser desconectado do paciente. 
Segundo:  não tente resolver tudo sozinho. Transtornos mentais, são quadros muito comuns e isso quer dizer que outros - provavelmente na sua família estendida, mas também amigos e colegas - já trilharam esse caminho. Procure alguém em quem possa confiar e fale com ele. Pode ser o médico da família, um padre, pastor, alguém que conheça seu familiar ou amigo por algum tempo. Essa lição serve também para qualquer doença crônica como diabetes, câncer, Alzheimer e outras. Transtornos mentais como o TAB não são diferentes. 
Terceiro: você precisa entender que o manejo do TAB é uma maratona e não uma corrida de 100 metros. O envolvimento familiar deve persistir, perdurar para além de quando o paciente melhora da crise. A fibra moral da família ou da amizade vai ser testada mas não desista. O envolvimento do paciente na sua melhora ajuda no prognóstico do quadro. Não perca a esperança, não desita. Persiga a meta de longo prazo na sua mente e nos seus esforços. 
Recuperação
Recuperação, segundo a dra. Vanessa, diz respeito à vida ter sentido, propósito, dignidade e relacionamentos saudáveis. É o que todos buscamos e é possível para pacientes com TAB e muitos outros transtornos mentais. 







A Dra. Vanessa Marsden é mestre em Psiquiatria e Saúde Mental pela Universidade do Porto e psiquiatra na Placitude.

Monday, May 7, 2018

Ansiedade: 5 sinais que ela pode ser um problema


Todos sentimos medo, preocupações e estresse na vida. Às vezes esses sentimentos podem nos sobrecarregar. Se a ansiedade é uma experiência humana, como saber se ela é “normal” ou se você tem um transtorno de ansiedade?


O Dr. Renato R Silva, psiquiatra na Placitude, explica que tudo depende da frequência e intensidade de sua ansiedade.

Diferença de ansiedade e preocupação

A maioria das pessoas sente medo ou até mesmo um pânico breve quando confrontada com uma ameaça: quando alguém te corta de uma vez no trânsito ou quando seu filho pequeno some de sua vista em uma loja, por exemplo. Nessas situações você pode observar uma resposta física, como coração disparado, suor súbito e um nó no estômago.

A ansiedade é semelhante, mas vem de uma ameaça percebida ao invés de imediata, diz o Dr. Renato. Os sintomas de ansiedade variam de pessoa a pessoa e de acordo com a causa do estresse.  
O Dr. Renato explica transtornos de ansiedade comuns, com sintomas variados, incluindo:    
     
  • Transtorno de pânico: você pode sentir medo extremo ou ataques de pânico. Você pode apresentar palpitações no coração, taquicardia, falta de ar ou sensação de sufocamento.
  • Fobias: sua ansiedade faz um pico quando você encontra certas situações como espaços fechados, situações sociais ou sai de casa. Você pode sentir náuseas, sudorese ou tremores.
  • Transtorno obsessivo compulsivo: você tem medos, de germes, por exemplo, que fazem com que você tenha que fazer rituais compulsivamente, como lavar as mãos frequentemente.
  • Transtorno de estresse pós traumático: um evento traumático desencadeia esse tipo de ansiedade. Você pode sentir ataques de pânico ou sintomas mais gerais como alterações do sono, tensão muscular e preocupações constantes.
  • Transtorno de ansiedade generalizada: a característica deste transtorno é ansiedade constante que perdura e não é causada por experiências específicas. Você pode sentir os sintomas acima a qualquer momento. O Dr. Renato diz que é como “estar o tempo todo ligado, mas não de forma positiva”.

Quando você deve procurar seu médico?

Existem alguns fatores que diferenciam a ansiedade típica de condições mais sérias para as quais você deve procurar tratamento, segundo o Dr. Renato. Esses fatores incluem:

  • 1.       Intensidade – a sua ansiedade causa desconforto significativo ou os sintomas são intoleráveis?
  • 2.       Duração – os sintomas persistem mais do que a experiência que induziu a ansiedade? Por exemplo, você está estressado por uma prova e o estresse aparece dias antes e perdura por dias seguintes?
  • 3.       Interferência – a ansiedade reduz sua habilidade de funcionar, atrapalhando seu trabalho ou outras atividades?
  • 4.       Gatilhos – Você tem gatilhos que o incapacitam? Você tem tantos gatilhos que tem que parar de fazer atividades como sair de casa ou dirigir?
  • 5.       Afeta sua vida como um todo – considere como a ansiedade atinge as áreas de sua vida como trabalho e relacionamentos. Como seria sua vida sem a ansiedade? Seria significativamente diferente?

“Você tem que considerar o quanto afeta suas áreas de funcionamento”, diz o Dr. Renato. “Você pode evitar alguns gatilhos: se tem medo de animais grandes, não vá ao zoológico. Mas, se você tem medo de pessoas, isso se torna um problema maior”.

Como funciona o tratamento?

Se você decidir procurar tratamento, comece pelo seu clinico geral. Segundo o Dr. Renato, a maioria dos médicos consegue ter uma boa ideia de quão severa é sua ansiedade. Eles podem recomendar terapia, medicamentos ou os dois.

Dois tipos de medicamentos podem ajuda no controle dos sintomas:
Uso diário – você toma medicamentos regularmente para diminuir a ansiedade
Se necessário – você toma o medicamento quando tem uma crise.    
   
Seu médico pode encaminhá-lo para um psiquiatra que ajudará no manejo da medicação e do quadro.
A psicologia ajuda a aprender como controlar a ansiedade. Existem várias linhas de psicoterapia que podem te ajudar, entre elas a terapia cognitivo comportamental. A combinação de medicamentos e psicoterapia é a forma mais eficaz no tratamento dos transtornos de ansiedade.
“Se sua ansiedade tem um efeito negativo na sua vida, converse com seu médico sobre suas necessidades específicas. Reconhecimento e manejo são importantes”, diz o Dr. Renato. 

              







Dr. Renato R Silva, psiquiatra, mestrando em psiquiatria pela USP Ribeirão Preto e faz parte da equipe Placitude.

Sunday, May 6, 2018

Doença de Alzheimer


Um mal incurável. A doença de Alzheimer afeta, em sua maioria, pessoas idosas e causa demência ou perda de funções cognitivas como memória, orientação, atenção e linguagem.
O Alzheimer causa lesões (perda de neurônios) em áreas específicas do cérebro, como as responsáveis pela memória e funções que exijam planejamento e execução de tarefas complexas.
Há cerca de 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo. Só no Brasil, são cerca de 1,2 milhões de casos, boa parte ainda sem diagnóstico.

Apesar de não ter cura, a doença pode e deve ser tratada.

Por isso, caso você suspeite da doença, ou conheça alguém que possa apresentar sintomas, procure um médico psiquiatra.

Pânico

Um ataque de pânico é o surgimento repentino de medo ou desconforto intenso, que atinge um pico em poucos minutos e tem pelo menos 4 desses sintomas: ➡Aumento da freqüência cardíaca
➡Suor excessivo
➡Tremedeira
➡Sensações de falta de ar ➡Sentimentos de bloqueio
➡Dor no peito ou desconforto
➡Náuseas ➡Tontura / sentir que vai desmaiar
➡Calafrios ou sensações de calor
➡Parestesia (sensações de dormência ou formigamento)
➡Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sendo separado de si mesmo) ➡Medo de perder o controle ou "enlouquecer"
➡Medo de morrer

Os ataques de pânico geralmente são confundidos com ansiedade, mas se diferenciam pela intensidade dos sintomas e pela curta duração.
As pessoas que sofrem com transtorno de pânico normalmente confundem os sintomas com situações de vida ou morte, e não raro aparece na emergência de hospitais, temendo outros ataques e evitando situações que percebem como situações de risco (praticar esportes que acelerem o coração ou situações que causem sufocamento, por exemplo). Ataques de pânico tem tratamento. Por isso, se você se identifica com esses sintomas ou conhece alguém que passa por esse tipo de situação, procure a ajuda de um psiquiatra.

Saturday, May 5, 2018

Terapia de casal



Relacionamentos podem ser um tanto problemáticos.
Muitas vezes a rotina, dificuldade de comunicação, infidelidade, ciúmes, entre outros fatores, acabam abalando um relacionamento e prejudicando a vida a dois.
Quando o relacionamento encontra algum obstáculo, a terapia de casal é de grande ajuda. Ela ajuda a analisar o ponto de vista de cada um dos cônjuges, as vontades, objetivos e nível de envolvimento de cada um na relação. Analisando, dessa forma, qual o real problema, para que haja um consenso sobre a melhor saída, de forma harmônica para o casal (independente se o relacionamento terá um término ou não). Caso seu relacionamento esteja passando problemas, procure pela ajuda de um profissional