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Sunday, May 13, 2018

Amigos e família


O ser humano é um animal social, portanto poder contar com amigos e familiares é de grande importância para uma vida longa e feliz.

Em um levantamento de dez anos feito com 1,5 mil idosos acima de 70 anos, realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, Austrália, descobriu-se que aqueles com mais amigos e contatos sociais possuíam uma longevidade 22% maior.

Para aqueles que possuem algum transtorno mental, bons relacionamentos sociais e familiares são de grande importância para o sucesso dos tratamentos.
Portanto, é importante que as famílias recebam educação, assistência e suporte necessários para que amigos e familiares lidem com a situação da melhor maneira possível.

Friday, May 11, 2018

Alimentação saudável e saúde mental


Um dos principais pilares para uma boa saúde está na boa alimentação.
Tanto a saúde física, quanto a saúde mental são afetadas diretamente pela qualidade dos alimentos que ingerimos.

O ômega 3, por exemplo, é um óleo essencial a vida humana. Muitos estudos apontam sua eficácia ao auxiliar no tratamento da depressão. Encontrado no óleo de peixe, de preferência peixes de alto mar, e em diversos cereais e sementes, sendo o mais disponível o óleo de canola. Um alimento popular, bastante rico em Omega 3, é a sardinha em lata. 
Vitaminas do complexo B (principalmente B1 e B12), também são de vital importância. A falta dessas vitaminas pode estar associada a casos depressivos graves.
Essas vitaminas são encontradas em carnes, ovos, levedo de cerveja, leite e derivados. 
Além dos nutrientes supracitados, temos o ácido fólico, fibras, Vitaminas D e E, magnésio, cálcio, colina, ferro e zinco, que estão associados a uma boa saúde mental.

A dieta mediterrânea, famosa por seus alimentos integrais, gorduras insaturadas, maior consumo de peixes e consumo moderado de álcool, é apontada em pelo menos três estudos como sendo benéfica contra os transtornos de humor, diminuindo o número de casos depressivos. 
Alimentar-se bem pode ser a chave para uma boa saúde mental!

Thursday, May 10, 2018

Compulsão pelo trabalho

O gosto pelo trabalho é bastante nobre. O problema é quando este gosto se transforma em uma compulsão.
É comum a utilização do termo "Workaholic" para designar indivíduos que são "viciados" em trabalho. São pessoas cujo amor pelo trabalhar esbarra em todas as outras áreas da vida, prejudicando os relacionamentos, saúde e, ao contrário do que se pode imaginar, o próprio rendimento do trabalho do indivíduo.
O excesso de trabalho pode resultar em esgotamento físico e mental, gerando stress, problemas de memória, problemas de atenção e irritabilidade.
Insônia, mau-humor e até impotência estão ligados a este distúrbio.
Por isso, se você se reconhece um viciado por trabalho, talvez seja hora de procurar ajuda.

Wednesday, May 9, 2018

Ansiedade

Todos nós ficamos ansiosos ou nervosos de tempos em tempos. Porém há casos em que essa ansiedade faz parte do dia a dia, e torna-se um grande obstáculo. 
Preocupação excessiva diária com pequenas coisas, problemas de sono devido a preocupações, medos irracionais, constante tensão de músculos, indigestão crônica, medo excessivo de falar em público, pânico, perfeccionismo obsessivo, comportamentos compulsivos, flashbacks (reviver momentos perturbadores e traumáticos), roer unhas excessivamente, constantemente duvidar de si mesmo. 
Estes são sinais que podem indicar um dos transtornos mentais mais comuns dos tempos atuais: O Transtorno de Ansiedade.

Com a ajuda de um especialista, a ansiedade pode ser controlada e a normalidade da vida retomada. Por isso, não perca tempo! 
Se você possui alguns dos sinais citados, e sente que sua vida é prejudicada por eles, procure a ajuda de um psiquiatra.

Monday, May 7, 2018

Ansiedade: 5 sinais que ela pode ser um problema


Todos sentimos medo, preocupações e estresse na vida. Às vezes esses sentimentos podem nos sobrecarregar. Se a ansiedade é uma experiência humana, como saber se ela é “normal” ou se você tem um transtorno de ansiedade?


O Dr. Renato R Silva, psiquiatra na Placitude, explica que tudo depende da frequência e intensidade de sua ansiedade.

Diferença de ansiedade e preocupação

A maioria das pessoas sente medo ou até mesmo um pânico breve quando confrontada com uma ameaça: quando alguém te corta de uma vez no trânsito ou quando seu filho pequeno some de sua vista em uma loja, por exemplo. Nessas situações você pode observar uma resposta física, como coração disparado, suor súbito e um nó no estômago.

A ansiedade é semelhante, mas vem de uma ameaça percebida ao invés de imediata, diz o Dr. Renato. Os sintomas de ansiedade variam de pessoa a pessoa e de acordo com a causa do estresse.  
O Dr. Renato explica transtornos de ansiedade comuns, com sintomas variados, incluindo:    
     
  • Transtorno de pânico: você pode sentir medo extremo ou ataques de pânico. Você pode apresentar palpitações no coração, taquicardia, falta de ar ou sensação de sufocamento.
  • Fobias: sua ansiedade faz um pico quando você encontra certas situações como espaços fechados, situações sociais ou sai de casa. Você pode sentir náuseas, sudorese ou tremores.
  • Transtorno obsessivo compulsivo: você tem medos, de germes, por exemplo, que fazem com que você tenha que fazer rituais compulsivamente, como lavar as mãos frequentemente.
  • Transtorno de estresse pós traumático: um evento traumático desencadeia esse tipo de ansiedade. Você pode sentir ataques de pânico ou sintomas mais gerais como alterações do sono, tensão muscular e preocupações constantes.
  • Transtorno de ansiedade generalizada: a característica deste transtorno é ansiedade constante que perdura e não é causada por experiências específicas. Você pode sentir os sintomas acima a qualquer momento. O Dr. Renato diz que é como “estar o tempo todo ligado, mas não de forma positiva”.

Quando você deve procurar seu médico?

Existem alguns fatores que diferenciam a ansiedade típica de condições mais sérias para as quais você deve procurar tratamento, segundo o Dr. Renato. Esses fatores incluem:

  • 1.       Intensidade – a sua ansiedade causa desconforto significativo ou os sintomas são intoleráveis?
  • 2.       Duração – os sintomas persistem mais do que a experiência que induziu a ansiedade? Por exemplo, você está estressado por uma prova e o estresse aparece dias antes e perdura por dias seguintes?
  • 3.       Interferência – a ansiedade reduz sua habilidade de funcionar, atrapalhando seu trabalho ou outras atividades?
  • 4.       Gatilhos – Você tem gatilhos que o incapacitam? Você tem tantos gatilhos que tem que parar de fazer atividades como sair de casa ou dirigir?
  • 5.       Afeta sua vida como um todo – considere como a ansiedade atinge as áreas de sua vida como trabalho e relacionamentos. Como seria sua vida sem a ansiedade? Seria significativamente diferente?

“Você tem que considerar o quanto afeta suas áreas de funcionamento”, diz o Dr. Renato. “Você pode evitar alguns gatilhos: se tem medo de animais grandes, não vá ao zoológico. Mas, se você tem medo de pessoas, isso se torna um problema maior”.

Como funciona o tratamento?

Se você decidir procurar tratamento, comece pelo seu clinico geral. Segundo o Dr. Renato, a maioria dos médicos consegue ter uma boa ideia de quão severa é sua ansiedade. Eles podem recomendar terapia, medicamentos ou os dois.

Dois tipos de medicamentos podem ajuda no controle dos sintomas:
Uso diário – você toma medicamentos regularmente para diminuir a ansiedade
Se necessário – você toma o medicamento quando tem uma crise.    
   
Seu médico pode encaminhá-lo para um psiquiatra que ajudará no manejo da medicação e do quadro.
A psicologia ajuda a aprender como controlar a ansiedade. Existem várias linhas de psicoterapia que podem te ajudar, entre elas a terapia cognitivo comportamental. A combinação de medicamentos e psicoterapia é a forma mais eficaz no tratamento dos transtornos de ansiedade.
“Se sua ansiedade tem um efeito negativo na sua vida, converse com seu médico sobre suas necessidades específicas. Reconhecimento e manejo são importantes”, diz o Dr. Renato. 

              







Dr. Renato R Silva, psiquiatra, mestrando em psiquiatria pela USP Ribeirão Preto e faz parte da equipe Placitude.

Sunday, May 6, 2018

Pânico

Um ataque de pânico é o surgimento repentino de medo ou desconforto intenso, que atinge um pico em poucos minutos e tem pelo menos 4 desses sintomas: ➡Aumento da freqüência cardíaca
➡Suor excessivo
➡Tremedeira
➡Sensações de falta de ar ➡Sentimentos de bloqueio
➡Dor no peito ou desconforto
➡Náuseas ➡Tontura / sentir que vai desmaiar
➡Calafrios ou sensações de calor
➡Parestesia (sensações de dormência ou formigamento)
➡Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sendo separado de si mesmo) ➡Medo de perder o controle ou "enlouquecer"
➡Medo de morrer

Os ataques de pânico geralmente são confundidos com ansiedade, mas se diferenciam pela intensidade dos sintomas e pela curta duração.
As pessoas que sofrem com transtorno de pânico normalmente confundem os sintomas com situações de vida ou morte, e não raro aparece na emergência de hospitais, temendo outros ataques e evitando situações que percebem como situações de risco (praticar esportes que acelerem o coração ou situações que causem sufocamento, por exemplo). Ataques de pânico tem tratamento. Por isso, se você se identifica com esses sintomas ou conhece alguém que passa por esse tipo de situação, procure a ajuda de um psiquiatra.

Thursday, May 3, 2018

6 formas de melhorar um dia ruim

Está passando por um daqueles dias em que tudo parece dar errado? Não se renda ao mal humor. Tente estas sugestões de terapia cognitivo comportamental:



Entenda seus sentimentos

O que está causando seu estresse? Raiva? Frustração, ressentimento ou tristeza? As pesquisas mostram que conhecer e nomear seus sentimentos ajuda a acalmar. Quando identificar o sentimento, escreva sobre ele em um diário ou fale com um amigo. 

Mexa-se

Para melhorar o seu dia você precisa ficar ativo. Ficar sentado dá a seus sentimentos tempo para aumentarem.Os estudos mostram que exercícios físicos produzem endorfinas e serotonina. Você não precisa passar horas na academia para se beneficiar, tente alguma atividade divertida. Seja brincando com o cachorro no quintal de casa, caminhando com um amigo na hora do almoço ou dar uma volta de bicicleta na praça, enfim, qualquer atividade será benévola. 

Faça algo que você goste

Distrações são pequenas bençãos. Assista um filme favorito, trabalhe em um hobby, organize sua coleção... se sua paixão envolve exercício físico (corrida, tênis, etc.), melhor ainda. Se você não consegue colocar sua depressão, raiva ou ansiedade de lado, não se preocupe. Mesmo que sua cabeça não esteja aí para a atividade, ela vai te beneficiar. Nós somos altamente motivados para que os mundos externo e interno estejam em concordância. Fazer algo que gostamos reduz essa "dissonância cognitiva" e melhora o humor. 

Faça uma "makeover" da sua atitude mental

Inspire profundamente e assegure-se que ter um dia ruim faz parte da vida neste planeta. Pense na figura completa: você vai se sentir assim por 5 minutos, 5 horas, 5 meses ou 5 anos? Diga para si mesmo: "Isso vai passar", "continue firme".
Ouvir música alegre também ajuda a melhorar o astral. Você não vai se sentir melhor instantaneamente, dê a si mesmo tempo para responder a seus sentimentos de forma produtiva. 
Ao final de um dia ruim, especialmente no trabalho, dê a si mesmo tempo para "descomprimir": espere uns 15 minutos no seu quarto, troque de roupa, para encerrar a pessoa que saiu do trabalho e entrar no papel de mãe, pai ou indivíduo que chegou em casa para repousar - e não remoer. 

Conecte-se com outros

O seu dia não foi bom até agora. Mas ele não acabou ainda. Feche o seu dia ajudando outra pessoa. Faça um trabalho voluntário ou então apenas um gesto de bondade. Ajude um familiar em uma tarefa, brinque com seu animal, etc. Quando você sente bondade, amor e gratidão, é difícil manter os sentimentos de raiva, tristeza ou ressentimento. 

Descanse

A melhor coisa a fazer ao final de um dia difícil? Ir para a cama em horário adequado e desligar ou limitar o uso de celulares, computadores e tablets uma hora antes de dormir. 7 a 8 horas de sono de boa qualidade é uma das melhores formas de se recuperar de um dia ruim. Geralmente, ao acordar, as coisas ficam em perspectiva e você consegue começar novamente nesse dia seguinte. 


Saturday, April 28, 2018

Divirta-se!

Afastar-se dos problemas do dia a dia, passar um tempo com amigos e familiares, e fazer atividades que te dão prazer. Todos nós precisamos nos divertir de vez em quando.
Diversos estudos apontam que, uma vez que diminui o stress, o lazer é um importante fator preventivo contra sintomas psíquicos.
Divertir-se é essencial para uma vida de qualidade e nos mantém saudáveis física e mentalmente.
Tire um tempo para se divertir!

Tuesday, March 8, 2016

4 sinais que você está tendo um esgotamento nervoso

Esgotamento nervoso” é o termo utilizado para o estado em que as coisas chegam ao limite e você tem dificuldades para ter uma visão positiva da vida. Recentemente o termo “burnout” tem sido mais utilizado para nomear o esgotamento, mas este último se refere mais especificamente a colapso nervoso secundário a estresse no trabalho.
Qualquer o rótulo utilizado, o sentimento é de exaustão, desesperança e uma sensação de paralisia.

O estresse crônico que geralmente causa o esgotamento é alto, excitatório e caracterizado por sentimento de “alerta constante”. Altas demandas de estresse não causam necessariamente esgotamento ou burnout mas podem “sobrecarregar o sistema”. Essa demanda não é causada apenas pelo trabalho ou a família, mas também pelas expectativas sobre nós mesmos e que deveríamos estar fazendo algo útil nos períodos de descanso. Não entender que precisamos de descanso e recuperação é um hábito que aos poucos reduz nossa energia e recursos mentais.

Se você reconhece alguma das seguintes frases, é hora de priorizar o descanso:
Não consigo mais (lidar com isso)” – para os mineiros, “não dou conta mais”
Tudo está intenso demais
“Só quero fugir/dormir/me esconder/ficar no quarto
Me sinto no limite

Os sinais abaixo são comumente vistos antes de um esgotamento nervoso. Seu médico pode avaliar a situação e reconhecer outros padrões.

1. Fisiológicos

a.    Dores no corpo e estar sempre gripado/doente
b.    Problemas digestivos: inchaço, constipação e diarreia
c.    Desejo por doces e estimulantes

Como se ajudar:

Sente-se para se alimentar e use as pausas de alimentação como pontuações em um dia agitado.
Ter tempo para focar no alimento (pare de mexer nesse celular no horário das refeições!) ajuda o corpo e a respiração a relaxar. Escolha alimentos saudáveis (frutas) para reduzir o desejo por açúcar.

2. Comportamento físico

a.    Postura ruim
b.    Respiração superficial
c.    Reações a sons, luzes e movimentos súbitos
Um de nossos mecanismos de proteção é nos curvarmos para proteger o abdome. A postura cabisbaixa e encurvada é constantemente vista no estresse crônico, na depressão e burnout. Outros sintomas comuns são a sensação de estar constantemente alerta e assustar-se fácil; sinais que há liberação de estratégias de sobrevivência frente a um possível ataque.

 Como se ajudar:

Procure encontrar um pouco de paz e tranquilidade sempre que precisar, removendo-se de uma situação estressante para depois retomá-la. Sentar-se adequadamente ajuda a pensar com mais clareza e melhora a capacidade respiratória, ao alinhar o tórax e o diafragma.
Se sentar na sua estação de trabalho/estudo colabora para sua má postura, faça pausas regulares para andar e esticar-se. Se você pode andar lá fora, ver o verde é sempre mais relaxante, mesmo que seja apenas um jardim.

  3. Aspectos emocionais

a.    Monólogos e diálogos internos acelerados
b.    Reações dominadas pelo medo, sensibilidade maior à opinião dos outros
c.    Cansaço generalizado, medo de relaxar
O estresse é uma resposta excitatória que aumenta a energia para a motivação e foco no intuito de realizar/terminar tarefas. Também é um modo de sobrevivência, promovendo uma visão geral de medo para garantir a proteção do indivíduo. Ansiedade, desespero e medo do futuro podem ser os sentimentos dominantes e atrapalhar nossas decisões e ações, nos mantendo em ciclos viciosos que alimentam o estresse.

 Como se ajudar:

Segurança é a palavra chave: procure refúgios (lugares e situações onde se sinta confortável, calmo e acolhido) para relaxar a mente e o corpo. Não importa se é tempo com um bom amigo, banhos demorados, andar no campo ou conversar com seu terapeuta. Esses atos de gentileza consigo mesmo convencem a mente que você não precisa ficar trancado no estado de hipervigilância.
Sua mente está tentando te proteger de um perigo em potencial. Fale com alguém que tenha objetividade na vida para ajuda-lo a ver com mais clareza. Procure cursos de relaxamento ou meditação para ajudar.

  4. Atitude perante a vida

a.    Tarefas rotineiras parecem mais difíceis
b.    Necessidade de se isolar
c.    Sono de má qualidade e não repousante
O estresse que sobrecarrega emocionalmente causa diferentes sintomas de esgotamento nervoso/burnout em cada um de nós: ansiedade, palpitações, ataques de pânico, paranoia... todos são sintomas de hiper-reatividade do sistema nervoso. Isso é bastante cansativo e nos deixa com pouca energia durante o dia. Hormônios de estresse aumentados podem interferir com a recuperação do sono profundo e nos levar a reagir de forma inapropriadamente intensa a pequenos estresses.

Como se ajudar:

Nós nos acostumamos a uma vida hiperestimulada e estar em paz e quietos parece estranho e assustador. Entenda: nosso cérebro não foi desenhado para receber a quantidade de informação com que o bombardeamos dia a dia: redes sociais e noticiários (desastres e violência), por exemplo, não nos ajudam a pensar que o mundo é um local onde podemos estar seguros. Ver telas (tablets, computador, celular) à note interfere com a produção de melatonina, o hormônio do sono, e provoca movimentos oculares que nos mantém alerta.


Tire uma folga da tecnologia sempre que possível e procure atividades que reduzem os hormônios de estresse: música, jogos (não eletrônicos!), hobbies e ioga. Faça caminhadas e pausas regulares. Deixe outras pessoas te ajudar e aprenda a pedir ajuda.

Monday, February 22, 2016

Você está sempre com pressa?


Se você faz muitas tarefas ao mesmo tempo e está sempre lutando contra o relógio, sem tempo para nada, você pode estar a sofrer da Síndrome da Pressa.


Segundo pesquisa do International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR), associação internacional com o objetivo de prevenir e tratar o stress, 30% dos profissionais sofrem com a doença da pressa. Cerca de 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem com o estresse mal administrado.



A ISMA-BR entrevistou mil profissionais brasileiros (homens e mulheres), de 25 a 65 anos, ativos no mercado de trabalho para detectar as consequências de se manter um estilo de vida excessivamente acelerado, conhecido como hurry sickness, ou doença da pressa. 30% das pessoas entrevistadas sofriam da doença da pressa, sendo que 8% já diminuíram o ritmo e 13% querem fazê-lo.


Pessoas que ficam tamborilando os dedos impacientemente enquanto esperam que o micro-ondas apite ou que suspiram quando o computador inicia podem estar a sofrer desta síndrome do mundo moderno.


Um estudo semelhante desenvolvido na Inglaterra avaliou 1113 adultos e evidenciou que 65% dos voluntários eram ocupados demais para conseguir uma hora completa para o almoço e que 52% prefeririam dormir uma hora a mais a noite do que fazer sexo com seus parceiros.


Um certo senso de urgência é um grande motivador para finalizar o trabalho o mais rápido possível. Pessoas bem sucedidas são mais provavelmente utilizadoras de um senso de urgência para conseguir fazer o trabalho fluir melhor. Um estado fluido é um estado mental “ótimo”, no qual o indivíduo está mais apto a completar tarefas de alto valor continuadamente, com altos níveis de competência. Assim, algum estresse é desejável para se desenvolver a sensação de urgência. Esta sensação é diferente da pressa na qual o indivíduo desenvolve conceitos irrealistas de tempo e coloca-se em situações de demanda irrealista, resultando em estresse contínuo e extremo.


Quando o indivíduo desenvolve a síndrome da pressa, a quantidade, ao invés da qualidade das tarefas é priorizada e isso afeta a vida profissional levando a erros. A vida social passa a ser negligenciada. Pessoas que sofrem da síndrome tendem a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo (comer um sanduiche correndo enquanto fala ao telefone e digita números no computador, por exemplo) e não conseguem, na verdade, desempenhar nenhuma delas adequadamente.


A síndrome da pressa é velha conhecida da medicina e da psicologia de aviação, sendo causa do maior acidente do mundo, nos anos 70. O acidente em Tenerife, nas ilhas Canárias, foi a colisão de dois Boeings 747 lotados (KLM e PanAm). Após investigação detalhada averiguou-se que a principal causa do acidente foi erro humano: carga horária excessiva, estados físicos (cansaço) e motivacionais (os pilotos do Boeing 747 da KLM perderiam o bonus se atrasassem), um atraso devido a acidente prévio e condições climáticas que estavam progressivamente deteriorando deixaram os pilotos ansiosos e com pressa de decolar. Com medo de maiores atrasos, os pilotos da KLM não cumpriram o take off checklist adequadamente e tentaram decolar sem saber que havia outro Boeing 747 na pista (PanAm). A colisão resultante causou o maior desastre da aviação em todos os tempos com a morte de 512 pessoas (todos os passageiros do jumbo KLM faleceram no acidente). Recentemente mais dois desastres aéreos (um no sul dos EUA e outro em Nova York) também foram atribuídos a Hurry up syndrome.


Profissionais de alto desempenho são os que mais podem sofrer com a síndrome e suas consequências. Ninguém gostaria de ser operado por um médico com síndrome da pressa, que devido ao estado de estresse e a alta carga de trabalho pode negligenciar passos importantes de uma cirurgia. Da mesma forma, um contador que tem trabalhado exautivamente pode cometer graves erros e comprometer o balanço de uma empresa.


Entenda o estresse



O estresse é parte da vida diária. Todas as pessoas o sentem em algum momento de suas vidas. O problema não é se as pessoas estão ou não estressadas, mas sim quanto estresse elas são capazes de tolerar. O estresse requer manejo, antes que tenha muitos efeitos negativos em nossa vida. A questão não é “Como eu me livro do estresse?” Mas “Como posso manter meu estresse em níveis aceitáveis?” ou “Como posso reduzir o impacto do estresse que vivencio?”


O estresse passo a passo



A reação das pessoas ao estresse forma um padrão previsível, uma reação normal de resposta a ameaças percebidas que consiste em:


·         Aumento da frequência cardíaca


·         Aumento da frequência respiratória


·         Sudorese


·         Aumento da pressão arterial


·         Extremidades frias


·         Alteração da distribuição sanguínea cerebral. Áreas responsáveis por lógica, pensamento criativo, resolução de problemas recebem menos sangue que é priorizado para regiões que controlam movimento dos músculos, preparando o corpo para uma resposta de “luta ou fuga”. Pessoas estressadas tem mais dificuldade para pensar (o que acaba por aumentar o estresse).


·         No campo psicológico, há tendência para exagero, pensamento catastrófico, diminuição da autoimagem e indecisão.


·         No comportamento, nota-se agitação, deambulação, fala e padrão alimentar acelerado, gesticulação com mãos quando fala, observação e pontuação da vida pelo relógio, todos os eventos (mesmo esperar na fila do supermercado) são vistos como uma competição e impaciência com pessoas mais lentas.


O estresse acontece em pessoas, não em situações



Estudos recentes sugerem que o estresse é desencadeado não tanto pelas demandas que nos esperam mas pela crença de qua não vamos conseguir desempenhar as mesmas tão bem quanto gostaríamos. Se pensamos que conseguiremos desempenhar bem uma determinada tarefa o nível de estresse é baixo. Se pensamos o contrário e se espera que não lidar com a tarefa adequadamente levará a consequências desagradáveis, os níveis de estresse são altos. A intensidade da reação de estresse depende do grau de desequilíbrio entre a demanda e os recursos para lidar com a tarefa, associados a severidade percebida das consequências da falha no desempenho.


 Todos conhecemos pessoas que estão passando por problemas difíceis, lidando com eles muito bem, mas sentindo-se estressadas porque pensam que não estão realizando uma tarefa adequada. Da mesma forma, todos conhecemos pessoas que estão lidando muito mal com as demandas da vida, mas pensam que estão a se sair lindamente e sentem pouco estresse.


Lidando com o estresse



Você e só você cria as pressões de tempo. Se você encara o tempo como um inimigo, vai senti-lo como sendo arrancado de si e a ansiedade aumenta. A urgência excessiva é um problema cognitivo. Todos sentimos alguma pressão para conseguir fazer nossas tarefas. Se, entretanto, você considera tudo em patamares iguais de urgência, provavelmente sentirá mais estresse. Repense sua visão do tempo, como se relaciona com ele. Repense tarefas e eventos em uma perspectiva mais adequada.


Controle suas expectativas



Na raiz do problema está a sensação de que sempre deveria fazer mais. Você está tentando fazer mais do que é de fato capaz de fazer? Aprenda seus limites e foque em uma coisa de cada vez.


Aprenda a lidar com suas falhas



Muitos indivíduos com a síndrome da pressa apresentam medo intenso da rejeição. Tentar agradar a todos contribui para o problema. Nem todos os compromissos precisam ser encarados com um pensamento “8 ou 80”. Arriscar sua vida no trânsito por poucos minutos de atraso cria mais problemas do que soluciona. Chegar no horário é apropriado. Correr o tempo todo é um problema. Pense: qual a pior e a melhor consequência de cada situação e freie um pouco sua atitude.


Pratique atividades lentas. Nem tudo tem que ser corrido. Quando falar com pessoas, ouça mais do que fale. Quando você ouve mais, você diminui o ritmo. A escuta atenta reduz o estresse.

Wednesday, February 17, 2016

Raiva normal e raiva problema, qual a diferença?


Raiva

58% das pessoas sentem raiva algumas vezes por semana e ela em geral tem pouco impacto na vida delas
58% dos episódios envolvem gritar ou falar alto
Menos de 10% envolvem agressão física (mais comumente jogar objetos ou empurrar)

Raiva problema

Pessoas com problemas no manejo da raiva tem episódios mais frequentes, intensos e duradouros de raiva que interferem com suas rotinas.
Em geral há consequências negativas da raiva como agressões físicas, respostas verbais mais negativas e uso de drogas (álcool, por exemplo).

A raiva é psicológica e física!

A raiva ativa a resposta de "luta ou fuga" no sistema límbico, que resulta em numerosas alterações fisiológicas:
  • aperto no estômago
  • cerrar os dentes ou mandíbula
  • sentir-se quente
  • aceleração da respiração
  • dores de cabeça
  • andar de um lado para o outro (pacing)
  • dificuldades de concentração
  • coração acelerado
  • tensão muscular

10 dicas para manejo da raiva


  1. pense antes de falar
  2. Expresse sua raiva quando acalmar um pouco
  3. Faça exercícios regularmente
  4. Tire um tempo da situação que causa raiva (time out)
  5. Identifique soluções possíveis
  6. Ao invés de procurar culpados durante um argumento, fale de si: Ao invés de falar "mas VOCÊ fez isso", diga "EU fiz isso"
  7. Não guarde ressentimentos
  8. Use o humor para liberar tensão
  9. Pratique técnicas de relaxamento
  10. Procure ajuda profissional se sua raiva está fora de controle

Sunday, February 14, 2016

Qual sua atitude mental?

Qual é a sua atitude mental? Fixa, na maior parte das vezes, e com dificuldade em mobilizar todo o seu potencial, ou progressiva e capaz de o levar o mais alto que quiser?


Atitude fixa

Evita desafios
Desiste facilmente nos obstáculos
O esforço é em vão ou toda tudo pior
Ignora críticas
Sente-se ameaçado pelo sucesso dos outros
Determinismo - fica aquém do seu potencial

Atitude progressiva

Acolhe os desafios
Persiste nos obstáculos
O esforço leva a maestria
Aprende com a crítica
Inspira-se e aprende com o sucesso dos outros
Atinge níveis elevados - livre arbítrio

Desenvolva seu potencial!

Friday, March 21, 2014

Relaxe sua mente cansada


Muita coisa na sua cabeça? Limpe a sua mente!

#estresse #placitude #saudemental #psiquiatria #psicologia

Você fica ruminando pensamentos e preocupações sobre o trabalho, coisas que você está lendo, problemas de casa, finanças, preocupações com outras pessoas, quintal que precisa ser limpo, projetos a terminar, etc? Já sentiu que está pensando demais?
Você sente a mente cansada, fatigada devido a exerção contínua, às vezes com sensação de se sentir sobrecarregado ou deprimido?

Quando você se sente assim, você provavelmente não consegue relaxar, fica estressado e isso afeta seu corpo e humor. É mais provável que tome uma má decisão ou cometa um erro. Muitos estudos mostram que experts apresentam MENOS atividade mental do que novatos ao realizar tarefas. Ou seja, eles não tem pensamentos por todos os lados e estão mais focados. Além disso, quando sua mente está fora de controle o conteúdo emocional geralmente é negativo – problemas, ameaças, conflitos, dificuldades – e isso não é bom para você.

Por outro lado, quando você descansa essa mente cansada, você para de exaurí-la e começa a repará-la, “enchendo o tanque”.

Como fazê-lo?

Rotineiramente pare e se pergunte: No que estou pensando? Isto é produtivo? Quero continuar pensando isso?

Dê à sua mente pequenos intervalos de descanso. Olhe para o canto da sala e expire. Isso ativa partes parassimpáticas do sistema nervoso que tem propriedades calmantes e restorativas diminuindo a frequência cardíaca. Quando mais longamente você expira, maior a ativação parassimpática. Aumente também sua atenção ao corpo, como prestar atenção ao movimento de andar ou alcançar um copo.

Dê um passo atrás e olhe para o local onde está como se estivesse olhando de cima. Tente se ver de uma forma mais impessoal, como parte de uma longa corrente de circunstâncias e eventos. Isso tende a ativar circuitos nas regiões laterais do cérebro que estão associadas a percepção espacial, e traz a mente para o tempo presente, abandonando os monólogos mentais.

Mais que tudo, reconheça que aquele redemoinho de pensamentos é na verdade perda de tempo. Não resolve problema algum, não previne acontecimentos ruins ou leva paz a ninguem. Além disso, não é natural ou evolutivo. Nossos antepassados provavelmente tiveram mais fatiga física que mental e assim nosso corpo hoje é adaptado ao cansaço, mas nossa mente não. Quando experimentamos essa fatiga por curtos períodos, como o nascimento de um bebê, semana de prova ou um mês particularmente difícil no trabalho, tudo bem. A fadiga mental como modo de vida não serve para ninguem!

Está na hora de nos rebelarmos contra o atual estado de atividade mental que virou o novo normal na sociedade contemporânea. Nós somos bombardeados com novidades para pensar o dia todo, encharcados com imagens e palavras para processar e forçados a malabarismos mentais complexos sem precedentes. Nossas mentes estão sendo levadas para uma cultura de velocidade sem limite, mas o cérebro tem um limite, uma capacidade de dados natural que é excedida a um preço. É como ficar preso na hora do congestionamento pelo resto da vida. E cada vez que você se apercebe disso, você sai desse intenso tráfego mental e age com liberdade, caridade e sabedoria.

Quando você consegue fazer os pequenos intervalos mentais, ao reentrar a corrente de pensamentos diária, você consegue o fazer com maior clareza, mais feliz e com maior efetividade.