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Sunday, February 21, 2016

7 formas de ser produtivo quando se está deprimido

A depressão torna tudo mais difícil. Tarefas simples como sair da cama e tomar banho ou fazer o almoço parecem ser grandes desafios. Tentar trabalhar parece impossível!
Manejar a perda de desempenho e produtividade pode melhorar a autoestima e a autoeficácia. Abaixo, 7 formas de lidar com exaustão do episódio depressivo.


1. Esteja preparado

Muitas pessoas com depressão tem períodos melhores e piores. Tente se antecipar e desempenhar suas atividades (seja trabalho, projetos da escola, ou afazeres do lar) quando você está num desses períodos melhores. Quanto menos coisas você tem que fazer quando está "para baixo", menos cobranças vai sentir ou sofrer. Elicitar um sentimento de boa fé no seu chefe/professor ajuda se você completar suas tarefas no tempo certo e participa ativamente quando pode. Se eles sabem que você é dedicado, mais facilmente lhe darão tempo extra nos períodos difíceis.

2. Peça ajuda

Pode ser assustador, mas pedir ajuda não o torna fraco. Se você se preocupa com o estigma da doença mental (que infelizmente ainda existe), pode ser vago na sua explicação do porquê precisa de ajuda. "Estou passando por um período difícil" pode ser suficiente, especialmente para um empregador. As pessoas podem ser mais compreensíveis se você pedir leniência antes de necessitar dela: por exemplo, peça uma extensão de um prazo antes da data limite, ao invés de após o ter estourado.

3. Trabalhe 20/10

Trabalhe 20 minutos, descanse 10. Dividir o trabalho dessa forma pode torná-lo mais maleável para quem tem depressão. Se 20/10 está difícil de executar, inverta a equação e traballhe 10/20 (10 minutos de ttrabalho, 20 de pausa). 

4. Priorize

Quando se está deprimido, a pessoa fica ruminando cada tarefa, mentalmente listando detalhes sobre detalhes de afazeres  e construindo uma montanha de coisas por fazer. A realidade muitas vezes é menos assustadora do que o que se imagina. Antes de ir para a cama ou ao acordar, escreva as 3 coisas mais importantes a se fazer naquele dia. Foque nestas 3 coisas. Obviamente você deve ter mais tarefas do que essas , mas mesmo assim, tente priorizar. Peça ajuda na elaboração da lista de prioridades: terapeutas, professores ou companheiros podem ser uma excelente fonte de recursos e serão honestos sobre o que mais importa e o que menos importa.

5. Saia de casa

Tente sair de casa na maior parte dos dias, se você conseguir. É mais fácil ser produtivo sem distrações como a cama. Leve consigo apenas o que precisa (computador, cadernos, celular, etc.). Vá a um lugar onde conseguirá se sentir bem e focar na tarefa. Não precisa ser uma biblioteca. Pode ser um café, um parque, a casa de um amigo, onde quer que seja mais fácil para você trabalhar um pouco. Sair de casa também ajuda a lembrar que existe um mundo lá fora e que você é parte dele. Às vezes, o simples fato de sair de casa te dá energia para fazer algumas de suas tarefas.

6. Aceite que sua produção não será a mesma de antes

Aceite que, nos períodos difíceis, nem sempre conseguirá cumprir todas as tarefas elas nem sempre sairão com a mesma qualidade. Você não é uma máquina. Evite se culpar por isso, mas tente dar o melhor dentre suas capacidades.

7. Acima de tudo, cuide de si mesmo

Cumprir a rotina de terapia, tomar os medicamentos, repousar... é assim que se melhora a produtividade. Busque todo o auxílio nececssário e use todas as ferramentas disponíveis. Se você está se afogando na depressão e rejeitando todos os salva-vidas que lhe são oferecidos, não vai conseguir fazer nada que lhe é exigido. 
Mais do que isso, você merece melhorar. Você merece lidar com a depressão da melhor forma possível e encorajar-se a lidar com seu dia a dia. Você vale mais que um curso ou que um trabalho. Eles são importantes, mas você é mais importante. Valorize seu autocuidado!  Isso o ajuda a ser mais produtivo, mas também o ajuda a estar entre nós, e isso importa mais que tudo!



Friday, February 19, 2016

Como fazer um livro de memória para pacientes com demência

Demência é um termo geral que descreve vários sintomas associados a declínio de memória e outros processos de pensamento, severos o suficiente para reduzir a capacidade da pessoa realizar atividades de vida diária. A doença de Alzheimer é responsável por 60 a 80% dos casos de demência.
Muitas vezes a demência é nomeada incorretamente como "senilidade" ou "demência senil", que reflete a crença generalizada (mas incorreta) que o declínio mental é parte normal do processo de envelhecimento.

Uma das ferramentas para auxiliar pacientes com demência e cuidadores é o "Livro de Memórias".
Um livro de memórias é um livro feito em casa que junta memórias e histórias da vida do idoso. É uma atividade divertida que permite interação e comunicação entre o paciente e o cuidador, familiares e amigos. Visitas podem ver o livro e pode auxiliar os profissionais de saúde a entender melhor a pessoa que estão tratando.

Como um Livro de Memórias pode ajudar um paciente com demência?

Lembrar eventos recentes pode ser difícil para pacientes demenciados, mas eles tem facilidade em lembrar de atividades de anos atrás. Para fazer o livro se evoca essa memoria antiga, enfatizando o que eles se lembram e não o que eles não conseguem. Lembrar desta forma aumenta a autoestima e o bem estar. Não subestime o nível de envolvimento do paciente: quando solicitados pelos estímulos adequados eles apresentam níveis surpreendentes de reconhecimento. Achar tempo para construírem juntos o livro constitui uma atividade estimulante e significativa. Alguns perguntam o porquê de estarem fazendo o livro. Explique de forma relevante para eles, como vontade de fazer algo divertido juntos, a chance de ver fotografias antigas ou uma forma de saber mais sobre o passado da pessoa. A motivação pode ser dada se o livro for um presente de filhos ou netos para ajudar a saber mais sobre seus avós e antepassados.

Como fazer um Livro de memórias?

Você vai precisar de papel, caneta, cola, cópias de fotografias antigas, lembranças pessoais, câmera fotográfica (se quiser incluir fotos novas de pessoas e lugares), e mapas.

Comece com uma linha do tempo: infância, vida adulta, trabalho e hobbies. Marque eventos importantes como lugar de nascimento, escola primária, escola secundária, irmãos e irmãs, trabalho e casamento. Não se concentre em datas, tente produzir um apanhado geral da vida. 

Vejam fotografias antigas juntos para ajudar a entender os eventos importantes na vida do paciente. Pacientes com demência tendem a reconhecer fotografias antigas com mais facilidade.

Mapas podem ajudar a traçar a história de vida da pessoa, onde nasceram, onde viveram, onde moram agora. Concentre-se nas memórias divertidas e evite as que causam sofrimento.

Divirta-se. A atividade tem que ser lúdica para você e para o paciente.

Tenha certeza de que o idoso quer fazer o livro e se você não é familiar, solicite permissão da família.

Deixe claro que o livro é propriedade da pessoa com demência.

Não teste o paciente com o livro. Não pode ser um processo estressante.



Thursday, February 18, 2016

15 estilos de pensamentos distorcidos que atrapalham sua vida

Filtração

Você foca e magnifica os detalhes negativos enquanto filtra e não observa os aspectos positivos da situação.

Pensamento polarizado

As coisas são preto e brancas, ruins ou boas. Você tem que ser perfeito ou é um fracassado. Não existe meio termo.

Super generalização

Você tira uma conclusão geral baseada em um único incidente ou parte de evidência. Se algo ruim acontece uma vez, você espera que vá acontecer de novo e de novo.

Leitura de pensamentos

Sem perguntar, você sabe o que os outros estão sentindo e porque agem como agem. Em particular, você sabe advinhar como os outros se sentem em relação a você.

Catastrofização

Você espera o desastre. Você ouve ou nota um problema e começa "E se?". E se acontecer uma tragédia? O que acontecerá com você?

Personalização

Pensamento que tudo que as pessoas dizem ou fazem é de alguma forma relacionado a você. Você também se compara com outros, tentando determinar quem é mais inteligente, mais bonito, etc...

Falácia de controle

Você se sente externamente controlado, você se vê como uma vítima do destino, sem esperanças. A falácia do controle interno faz com que se sinta responsável pela dor e felicidade de todos à sua volta.

Falácia de justiça

Você se sente ressentido porque pensa saber o que é justo, mas outras pessoas não concordam com você.

Culpa

Você culpa os outros por sua dor, ou segue a outra linha e culpa a si mesmo por todos os problemas e revezes.

"Deveria"

Você tem uma lista de regras rígidas sobre como os outros e você deveriam agir. Pessoas que quebram as regras o irritam e você se sente culpado se viola este código.

"Lógica" emocional

Você acredita que o que sente deve ser automaticamente verdadeiro. Se se sente estúpido e monótono, então deve ser estúpido e monótono.

Falácia de mudança

Você espera que outras pessoas mudem para o que lhe convêm se colocar pressão ou os estimular o suficiente. Você precisa mudar as pessoas porque suas esperanças de felicidade parecem depender inteiramente deles.

Rotular globalmente

Você generaliza uma ou duas qualidades em um julgamento negativo global.

Estar certo

Você está constantemente em julgamento para provar que suas opiniões e açoes são corretas. Estar errado é inimaginável e você corre longos percursos para demonstrar sua retidão.

Falácia da recompensa divina

Você espera que todo o seu sacrifício e negação pessoal sejam recompensados, como se alguém estivesse anotando os seus pontos. Você fica amargurado quando a recompensa não aparece.

Wednesday, February 17, 2016

Raiva normal e raiva problema, qual a diferença?


Raiva

58% das pessoas sentem raiva algumas vezes por semana e ela em geral tem pouco impacto na vida delas
58% dos episódios envolvem gritar ou falar alto
Menos de 10% envolvem agressão física (mais comumente jogar objetos ou empurrar)

Raiva problema

Pessoas com problemas no manejo da raiva tem episódios mais frequentes, intensos e duradouros de raiva que interferem com suas rotinas.
Em geral há consequências negativas da raiva como agressões físicas, respostas verbais mais negativas e uso de drogas (álcool, por exemplo).

A raiva é psicológica e física!

A raiva ativa a resposta de "luta ou fuga" no sistema límbico, que resulta em numerosas alterações fisiológicas:
  • aperto no estômago
  • cerrar os dentes ou mandíbula
  • sentir-se quente
  • aceleração da respiração
  • dores de cabeça
  • andar de um lado para o outro (pacing)
  • dificuldades de concentração
  • coração acelerado
  • tensão muscular

10 dicas para manejo da raiva


  1. pense antes de falar
  2. Expresse sua raiva quando acalmar um pouco
  3. Faça exercícios regularmente
  4. Tire um tempo da situação que causa raiva (time out)
  5. Identifique soluções possíveis
  6. Ao invés de procurar culpados durante um argumento, fale de si: Ao invés de falar "mas VOCÊ fez isso", diga "EU fiz isso"
  7. Não guarde ressentimentos
  8. Use o humor para liberar tensão
  9. Pratique técnicas de relaxamento
  10. Procure ajuda profissional se sua raiva está fora de controle

Tuesday, February 16, 2016

Obesidade e percepção visual: tudo fica mais longe e mais alto

Pesquisas recentes mostram que os obesos veem distâncias como mais longínquas e morros como mais íngremes quando comparados a indivíduos sem sobrepeso. Essa alteração perceptual faz com que o exercício fique mais difícil, aprisionando os obesos em um círculo vicioso no qual quanto maior o peso, maior a dificuldade em fazer atividades físicas.
No estudo da Universidade Estadual do Colorado, entre outros experimentos, as pessoas tinham que identificar a distância de um cone de trânsito a 25 metros. Os obesos (IMC maior que 30) acreditavam que o cone estava a pelo menos o dobro da distância.
Na verdade, nós não vemos o mundo como ele é, mas como achamos que ele é. Esperamos que estudos futuros elucidem o mecanimo perceptual na obesidade, para auxiliar as pessoas a iniciar atividades físicas.




Perceived distance and obesity: It's what you weigh, not what you think.
Sugovic M et al
Acta Psychologica 2016 Feb 5;165:1-8.

Monday, February 15, 2016

Se te marcam, porque não os identifica?

A violência no namoro pode assumir diferentes formas: violência verbal, violência psicológica, violência física e violência sexual. Denuncia a violência!!!
63% dos jovens acha natural a Violência Física no namoro desde que não deixe marcas! Não, não é natural!!!
1 em cada 4 jovens acredita que a Violência psicológica no namoro É normal! Não, não é normal!!!

Sunday, February 14, 2016

Qual sua atitude mental?

Qual é a sua atitude mental? Fixa, na maior parte das vezes, e com dificuldade em mobilizar todo o seu potencial, ou progressiva e capaz de o levar o mais alto que quiser?


Atitude fixa

Evita desafios
Desiste facilmente nos obstáculos
O esforço é em vão ou toda tudo pior
Ignora críticas
Sente-se ameaçado pelo sucesso dos outros
Determinismo - fica aquém do seu potencial

Atitude progressiva

Acolhe os desafios
Persiste nos obstáculos
O esforço leva a maestria
Aprende com a crítica
Inspira-se e aprende com o sucesso dos outros
Atinge níveis elevados - livre arbítrio

Desenvolva seu potencial!