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Friday, April 20, 2018

Meditação

A meditação, traz inúmeros benefícios para saúde e bem-estar mental. 
Para muitos, pode soar como algo complicado, quando na verdade é algo bem simples de se praticar.

Meditar nada mais é que exercitar o foco. Trata-se de se concentrar em uma única coisa, por determinado período de tempo. Uma dica é focar na própria respiração, nos movimentos de inspirar e expirar.
Não é necessária nenhuma posição complicada, apenas sentar-se de forma confortável, fechar os olhos e relaxar.

Entre os benefícios de meditar, estão:
>Aumento do poder de concentração (aguça a mente através do foco)
>Diminuição da ansiedade e do estresse
>Aumento da estabilidade emocional

Pratique meditação diariamente!
Este foi um recado da Clínica Placitude! 📍Rua Bernardo Guimaraes 592 - Uberlândia ☎ (34) 3229-2547



Thursday, May 18, 2017

Como lidar com períodos de crise

Como viver melhor em períodos de crise

Sabemos que crise é uma palavra que tem vários significados, desde mudança, ruptura, perda, separação, momento perigoso etc. É um conceito usado em várias dimensões, como a economia, psicologia, sociologia, entre outros. Hoje em dia vivemo-la diariamente. Estamos cansados, tristes, ansiosos, inseguros… Vemos as notícias e o desespero é cada vez maior!

Não temos uma solução para a crise econômica-política, mas propomos aqui pequenas alterações no nosso dia-a-dia que podem fazer com que este período tão duro, seja mais leve para cada um de nós

Todos os dias ao acordar, faça uma respiração profunda e enumere mentalmente aquilo pelo qual se sente grato, por exemplo, a sua saúde, os seus filhos, a sua inteligência, a sua criatividade etc.. Deixe a sua mente fluir.

Tendo em conta que o contexto é inseguro, tornamo-nos mais ansiosos se estivermos sempre a pensar no futuro, por isso faça exercícios diários para aumentar a consciência do seu presente.

Cuide mais do que nunca da sua saúde. Em momentos de crise os recursos externos esgotam-se e a maioria das pessoas têm a tendência a descuidar-se quando devíamos fazer exatamente o oposto! Caminhe, respire, beba muita água, faça uma dieta saudável. Podem retirar os nossos recursos externos, mas os internos são nossos e deles cuidamos nós!

Todos os dias antes de deitar, escreva numa folha o que correu bem no seu dia e dê atenção às pequenas coisas, como o sorriso que recebeu do seu amigo, o telefonema que fez à sua mãe. Repare nas coisas que dá como garantidas, mas não são…

Repare na sua comunicação interna e externa e veja se está a queixar-se mais do que a pensar em soluções. A forma como comunicamos é muitas vezes a forma como pensamos, e podemos mudar o foco do nosso pensamento para a solução em vez de ser para o problema

Expresse o seu amor e generosidade. Em crise a insegurança e o medo torna-nos mais fechados, tristes e preocupados. Estar em conexão com sentimentos de amor e generosidade, traz mais bem estar à nossa vida

Lembre-se que tudo passa e que a vida é composta de fases, umas duras outras menos. Quando estamos em crise, sentimos que esse é o único cenário possível, mas não é!

Estimule a sua criatividade. A crise sufoca a utilização de estratégias que deixaram de ser possíveis; estimular a criatividade é fundamental para encontrarmos soluções que não foram pensadas antes- ande sempre com um bloco para anotar novas ideias- perca a postura crítica e adote a postura aberta- seja curioso- troque a sua rotina- leia sobre todos os assuntos

Seja ativo e não passivo. Em vez de reclamar do que não pode mudar, pense no que pode mudar, mesmo que seja algo pequeno.

Mobilize as pessoas à sua volta para uma postura saudável e positiva; quanto mais pessoas tocarmos, mais fácil será superar este período

Faça as pazes com a palavra FIM. A crise muitas vezes traz a perda de algumas coisas ou situações, mas o fim de um processo é sempre o início de outro. A vida é cheia de finais e começos, pacificarmo-nos com o fim traz-nos mais bem estar e paz

Lembre-se sempre que não está sozinho! A crise será aquilo que quisermos fazer dela, se cada um cuidar bem de si mesmo, estamos a um passo de fazer com que este período possa ser uma fase positiva para todos!

#placitude #psicologia #saudemental
Adaptado da Oficina de Psicologia para nossa realidade

Thursday, June 9, 2016

Quer passar na prova? Enfie a mão em um balde de gelo!

A pressão pode torná-lo mais afiado e forte! Essa é a teoria do professor Ian Robertson que lançou um livro sobre diferentes respostas ao estresse (The Stress Test, Prof. Ian Robertson).

O livro traz a história de um professor universitário que ficou refém de fundamentalistas islâmicos em Beirute por quatro anos.  O professor decidiu fazer uma guerra de resistência, exercendo o controle que podia da situação. Quando libertado, ele estava fisicamente fraco mas mentalmente mais forte do que se lembrava ter estado.
Em comparação um empresário quase entrou em crise pelo estresse quando se esqueceu de suas falas perante a audiência em uma convenção.

Porquê algumas pessoas são fragmentadas por eventos traumáticos enquanto outras conseguem se inspirar através deles?

Ian Robertson, um neuroscientista e psicólogo irlandês já havia explorado a neuroplasticidade - capacidade do cérebro se adaptar - no livro Mind Sculpture de 1999. Nele o autor explora como o uso constante de partes específicas do cérebro o fazem expandir, assim como o exercício torna os músculos maiores. Aprenda uma nova língua, um instrumento musical, Braile... e seu córtex é estimulado, modificado e cresce. Novas experiências mudam os circuitos cerebrais.

Se a experiência for ruim, o efeito pode ser catastrófico. Um evento como um assalto ou um sequestro relâmpago podem mudar permanentemente a personalidade, deixando a vítima vulnerável, com medo de sair de casa e até com pensamentos suicidas.

A dor e a ansiedade, de acordo com as evidências de Robertson podem melhorar nosso desempenho. Por exemplo, uma boa muleta para aprender é mergulhar a mão em um balde com gelo. O desconforto afia a mente e cria memórias mais acuradas e mais duradouras.

Você sabia, por exemplo, que as estradas mais perigosas do mundo são em linha reta? Sem o estresse os motoristas ficam entediados e saem da pista..

A diferença entre a situação do refém e a do empresário, segundo o autor, é a sensação de controle. Ela é crucial ao lidar com o estresse. O controle ou o desamparo modificam o cérebro. O estresse é inevitável na vida, mas se você consegue extrair alguma lição ou tentar controlá-lo de alguma forma, pode transformá-lo em aliado mental.

Por fim, se você pensa que uma aposentadoria precoce lhe trará paz e sossego mental, é melhor rever seus planos. Na França, onde muitas pessoas aposentam aos 50 e poucos anos, a agilidade mental declina vertiginosamente aos 60 anos. Nos EUA, em contraste, onde as pessoas trabalham por mais uma década, indivíduos de 60 anos tem a mente tão afiada quanto aos 50 anos.

A melhor proteção contra a perda de memória é a boa educação, um cérebro ativo, com experiências novas e desafiadoras e o controle (dentro do possível) do estresse da sua vida.

Tuesday, March 8, 2016

4 sinais que você está tendo um esgotamento nervoso

Esgotamento nervoso” é o termo utilizado para o estado em que as coisas chegam ao limite e você tem dificuldades para ter uma visão positiva da vida. Recentemente o termo “burnout” tem sido mais utilizado para nomear o esgotamento, mas este último se refere mais especificamente a colapso nervoso secundário a estresse no trabalho.
Qualquer o rótulo utilizado, o sentimento é de exaustão, desesperança e uma sensação de paralisia.

O estresse crônico que geralmente causa o esgotamento é alto, excitatório e caracterizado por sentimento de “alerta constante”. Altas demandas de estresse não causam necessariamente esgotamento ou burnout mas podem “sobrecarregar o sistema”. Essa demanda não é causada apenas pelo trabalho ou a família, mas também pelas expectativas sobre nós mesmos e que deveríamos estar fazendo algo útil nos períodos de descanso. Não entender que precisamos de descanso e recuperação é um hábito que aos poucos reduz nossa energia e recursos mentais.

Se você reconhece alguma das seguintes frases, é hora de priorizar o descanso:
Não consigo mais (lidar com isso)” – para os mineiros, “não dou conta mais”
Tudo está intenso demais
“Só quero fugir/dormir/me esconder/ficar no quarto
Me sinto no limite

Os sinais abaixo são comumente vistos antes de um esgotamento nervoso. Seu médico pode avaliar a situação e reconhecer outros padrões.

1. Fisiológicos

a.    Dores no corpo e estar sempre gripado/doente
b.    Problemas digestivos: inchaço, constipação e diarreia
c.    Desejo por doces e estimulantes

Como se ajudar:

Sente-se para se alimentar e use as pausas de alimentação como pontuações em um dia agitado.
Ter tempo para focar no alimento (pare de mexer nesse celular no horário das refeições!) ajuda o corpo e a respiração a relaxar. Escolha alimentos saudáveis (frutas) para reduzir o desejo por açúcar.

2. Comportamento físico

a.    Postura ruim
b.    Respiração superficial
c.    Reações a sons, luzes e movimentos súbitos
Um de nossos mecanismos de proteção é nos curvarmos para proteger o abdome. A postura cabisbaixa e encurvada é constantemente vista no estresse crônico, na depressão e burnout. Outros sintomas comuns são a sensação de estar constantemente alerta e assustar-se fácil; sinais que há liberação de estratégias de sobrevivência frente a um possível ataque.

 Como se ajudar:

Procure encontrar um pouco de paz e tranquilidade sempre que precisar, removendo-se de uma situação estressante para depois retomá-la. Sentar-se adequadamente ajuda a pensar com mais clareza e melhora a capacidade respiratória, ao alinhar o tórax e o diafragma.
Se sentar na sua estação de trabalho/estudo colabora para sua má postura, faça pausas regulares para andar e esticar-se. Se você pode andar lá fora, ver o verde é sempre mais relaxante, mesmo que seja apenas um jardim.

  3. Aspectos emocionais

a.    Monólogos e diálogos internos acelerados
b.    Reações dominadas pelo medo, sensibilidade maior à opinião dos outros
c.    Cansaço generalizado, medo de relaxar
O estresse é uma resposta excitatória que aumenta a energia para a motivação e foco no intuito de realizar/terminar tarefas. Também é um modo de sobrevivência, promovendo uma visão geral de medo para garantir a proteção do indivíduo. Ansiedade, desespero e medo do futuro podem ser os sentimentos dominantes e atrapalhar nossas decisões e ações, nos mantendo em ciclos viciosos que alimentam o estresse.

 Como se ajudar:

Segurança é a palavra chave: procure refúgios (lugares e situações onde se sinta confortável, calmo e acolhido) para relaxar a mente e o corpo. Não importa se é tempo com um bom amigo, banhos demorados, andar no campo ou conversar com seu terapeuta. Esses atos de gentileza consigo mesmo convencem a mente que você não precisa ficar trancado no estado de hipervigilância.
Sua mente está tentando te proteger de um perigo em potencial. Fale com alguém que tenha objetividade na vida para ajuda-lo a ver com mais clareza. Procure cursos de relaxamento ou meditação para ajudar.

  4. Atitude perante a vida

a.    Tarefas rotineiras parecem mais difíceis
b.    Necessidade de se isolar
c.    Sono de má qualidade e não repousante
O estresse que sobrecarrega emocionalmente causa diferentes sintomas de esgotamento nervoso/burnout em cada um de nós: ansiedade, palpitações, ataques de pânico, paranoia... todos são sintomas de hiper-reatividade do sistema nervoso. Isso é bastante cansativo e nos deixa com pouca energia durante o dia. Hormônios de estresse aumentados podem interferir com a recuperação do sono profundo e nos levar a reagir de forma inapropriadamente intensa a pequenos estresses.

Como se ajudar:

Nós nos acostumamos a uma vida hiperestimulada e estar em paz e quietos parece estranho e assustador. Entenda: nosso cérebro não foi desenhado para receber a quantidade de informação com que o bombardeamos dia a dia: redes sociais e noticiários (desastres e violência), por exemplo, não nos ajudam a pensar que o mundo é um local onde podemos estar seguros. Ver telas (tablets, computador, celular) à note interfere com a produção de melatonina, o hormônio do sono, e provoca movimentos oculares que nos mantém alerta.


Tire uma folga da tecnologia sempre que possível e procure atividades que reduzem os hormônios de estresse: música, jogos (não eletrônicos!), hobbies e ioga. Faça caminhadas e pausas regulares. Deixe outras pessoas te ajudar e aprenda a pedir ajuda.

Friday, February 26, 2016

Como a dieta pode afetar a depressão?

10 dicas para comer melhor se você ou alguém que conhece está com depressão:


1. Coma uma dieta rica em nutrientes
Os nutrientes dos alimentos suportam o reparo, crescimento e bem-estar do corpo. Todos necessitamos de vitaminas, sais minerais, carboidratos, proteínas e pequena quantidade de gorduras. Deficiências de quaisquer desses nutrientes fazem com que o corpo não trabalhe em sua capacidade normal e podem acarretar doenças.
2. Encha seu prato de antioxidantes
Radicais livres são produzidos como resultado de funções normais do corpo e podem levar a danos celulares, envelhecimento e doenças. O cérebro é particularmente afetado pelos danos dos radicais livres. Antioxidantes como beta caroteno, vitaminas C e E combatem seus efeitos. Não há forma de se parar completamente a produção destas moléculas, mas podemos reduzir seu efeito deletério ingerindo alimentos ricos em antioxidantes, como por exemplo:
·         Beta-caroteno: damasco, melão, cenoura, couve galega, pêssego, abóbora, espinafre, batata doce
·         Vitamina C: mirtilo (blueberries), brócolis, toranja, kiwi, laranja, pimentão, batata, morango, tomate
·         Vitamina E: manteiga, nozes (castanhas, amendoim, amêndoas, pistache) e sementes (abóbora, melão, girassol), óleos vegetais, gérmen de trigo
3. Coma carboidratos “inteligentes” para acalmar
A conexão entre carboidratos e humor se dá através da serotonina, um neurotransmissor. Aparentemente a vontade de comer carboidratos se dá por uma diminuição da serotonina. Limite o consumo de doces e carboidratos simples (bolos e pães) e opte por carboidratos complexos (como os integrais), frutas, vegetais e legumes.
4. Coma alimentos ricos em proteínas para ficar mais alerta
Peixes, frango, peru, são ricos em triptofano, um aminoácido que ajuda a aumentar a produção de serotonina. Tente incluir uma fonte de proteínas na sua dieta várias vezes ao dia, especialmente se precisa aumentar sua energia e ficar com a mente mais clara.
·         Boas fontes de proteínas: feijão e ervilhas, carnes magras, queijos light, peixes, leite, ovos, produtos de soja e iogurtes
5. Opte por uma dieta mediterrânea
A dieta mediterrânea é uma dieta balanceada que inclui muitas frutas, nozes, vegetais, cereais, legumes e peixes. Um estudo espanhol com quase 10 mil participantes mostrou que as taxas de depressão aumentam com a diminuição da ingesta de folato. Mulheres que ingerem pouca vitamina B12, especialmente se fumantes e sedentárias, tiveram os mesmos resultados.
Você encontra folato em pilares da dieta mediterrânea como legumes, nozes, frutas e vegetais verdes. A vitamina B12 é encontrada em produtos animais magros como peixes e derivados do leite.
6. Aumente a vitamina D
Em 2010 um estudo americano mostrou que o risco de se ter depressão é maior em pessoas com deficiência de vitamina D. Outro, da Universidade de Toronto, observou que pessoas que sofrem de depressão (especialmente depressão sazonal) sentem-se melhores quando os níveis de vitamina D aumentam. Existem receptores para vitamina D no cérebro e ainda não se sabe qual a dose ideal de vitamina D, mas sabe-se que em excesso pode causar problemas nos níveis de cálcio e nos rins.
7. Escolha alimentos ricos em selênio
Selênio é um mineral essencial para boa saúde. Vários estudos mostraram associação entre baixa ingesta de selênio e piora do humor, embora não se tenha certeza que a suplementação melhore a depressão.
Se ingerido em excesso, o selênio pode ser tóxico. Isso é improvável de acontecer se você ingere o selênio através dos alimentos (necessidade diária de 55mcg para adultos), ao invés de tomar suplementos.
·         Alimentos ricos em selênio: feijão e legumes, carnes magras (porco, vaca, frango, peru), derivados do leite, nozes e sementes (especialmente castanha-do-Pará), peixes e frutos do mar (ostras, mariscos, sardinhas, caranguejo) e cereais integrais (macarrão integral, arroz, aveia, etc.)
8. Inclua ômega 3 na dieta
Nós sabemos que o ômega 3 tem inúmeros benefícios na saúde. Recentemente foi observado uma ligação entre deficiência do ômega-3 e depressão ao se observar que sociedades que não ingerem o suficiente tem taxas maiores de episódios depressivos. Outros estudos apontam que pessoas que comem pouco peixe (uma ótima fonte de ômega-3) tem maior probabilidade de ter depressão.
·         Fontes de ômega-3: peixes gordurosos (anchovas, carapau, salmão, sardinhas, atum), linhaça e nozes
·         Fontes de ácido alfa linolênico (outra fonte de omega-3): linhaça, óleo de canola, óleo de soja, nozes e vegetais verdes.
9. Cuide do seu estilo de vida
Muitas pessoas com depressão têm problemas com álcool ou drogas. O álcool interfere no humor, sono, motivação e pode reduzir o efeito de antidepressivos. Alimentos e bebidas ricos em cafeína podem aumentar a ansiedade e piorar o sono. Reduzir o consumo de cafeína e evita-la completamente após as 18 horas melhora a qualidade do sono.
10. Mantenha um peso saudável

Um estudo no Journal of Clinical Psychology: Science and Practice mostra que pessoas obesas tem maior probabilidade de ter depressão. Além disso, segundo o estudo, pessoas deprimidas tem maior probabilidade de se tornarem obesas. Acredita-se que a ligação entre obesidade e depressão se dê por mudanças fisiológicas nos sistemas imune e hormonal durante a depressão. Se você tem problemas em manter o peso adequado, fale com um profissional sobre manejo com dietas e exercícios.

Wednesday, February 24, 2016

Como entender os transtornos de personalidade?

Ler sobre as características dos transtornos de personalidade pode ser confuso.
Os desenhos fantásticos de Julie Ha do blog "Where's Cheese?" são muito didáticos e engraçados e tomei a liberdade de traduzí-los para o português, tentando ser o mais fiel possível ao seu senso de humor, para ajudar a difundir conhecimento sobre as personalidades e sobre o trabalho da artista.










Monday, February 22, 2016

Você está sempre com pressa?


Se você faz muitas tarefas ao mesmo tempo e está sempre lutando contra o relógio, sem tempo para nada, você pode estar a sofrer da Síndrome da Pressa.


Segundo pesquisa do International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR), associação internacional com o objetivo de prevenir e tratar o stress, 30% dos profissionais sofrem com a doença da pressa. Cerca de 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem com o estresse mal administrado.



A ISMA-BR entrevistou mil profissionais brasileiros (homens e mulheres), de 25 a 65 anos, ativos no mercado de trabalho para detectar as consequências de se manter um estilo de vida excessivamente acelerado, conhecido como hurry sickness, ou doença da pressa. 30% das pessoas entrevistadas sofriam da doença da pressa, sendo que 8% já diminuíram o ritmo e 13% querem fazê-lo.


Pessoas que ficam tamborilando os dedos impacientemente enquanto esperam que o micro-ondas apite ou que suspiram quando o computador inicia podem estar a sofrer desta síndrome do mundo moderno.


Um estudo semelhante desenvolvido na Inglaterra avaliou 1113 adultos e evidenciou que 65% dos voluntários eram ocupados demais para conseguir uma hora completa para o almoço e que 52% prefeririam dormir uma hora a mais a noite do que fazer sexo com seus parceiros.


Um certo senso de urgência é um grande motivador para finalizar o trabalho o mais rápido possível. Pessoas bem sucedidas são mais provavelmente utilizadoras de um senso de urgência para conseguir fazer o trabalho fluir melhor. Um estado fluido é um estado mental “ótimo”, no qual o indivíduo está mais apto a completar tarefas de alto valor continuadamente, com altos níveis de competência. Assim, algum estresse é desejável para se desenvolver a sensação de urgência. Esta sensação é diferente da pressa na qual o indivíduo desenvolve conceitos irrealistas de tempo e coloca-se em situações de demanda irrealista, resultando em estresse contínuo e extremo.


Quando o indivíduo desenvolve a síndrome da pressa, a quantidade, ao invés da qualidade das tarefas é priorizada e isso afeta a vida profissional levando a erros. A vida social passa a ser negligenciada. Pessoas que sofrem da síndrome tendem a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo (comer um sanduiche correndo enquanto fala ao telefone e digita números no computador, por exemplo) e não conseguem, na verdade, desempenhar nenhuma delas adequadamente.


A síndrome da pressa é velha conhecida da medicina e da psicologia de aviação, sendo causa do maior acidente do mundo, nos anos 70. O acidente em Tenerife, nas ilhas Canárias, foi a colisão de dois Boeings 747 lotados (KLM e PanAm). Após investigação detalhada averiguou-se que a principal causa do acidente foi erro humano: carga horária excessiva, estados físicos (cansaço) e motivacionais (os pilotos do Boeing 747 da KLM perderiam o bonus se atrasassem), um atraso devido a acidente prévio e condições climáticas que estavam progressivamente deteriorando deixaram os pilotos ansiosos e com pressa de decolar. Com medo de maiores atrasos, os pilotos da KLM não cumpriram o take off checklist adequadamente e tentaram decolar sem saber que havia outro Boeing 747 na pista (PanAm). A colisão resultante causou o maior desastre da aviação em todos os tempos com a morte de 512 pessoas (todos os passageiros do jumbo KLM faleceram no acidente). Recentemente mais dois desastres aéreos (um no sul dos EUA e outro em Nova York) também foram atribuídos a Hurry up syndrome.


Profissionais de alto desempenho são os que mais podem sofrer com a síndrome e suas consequências. Ninguém gostaria de ser operado por um médico com síndrome da pressa, que devido ao estado de estresse e a alta carga de trabalho pode negligenciar passos importantes de uma cirurgia. Da mesma forma, um contador que tem trabalhado exautivamente pode cometer graves erros e comprometer o balanço de uma empresa.


Entenda o estresse



O estresse é parte da vida diária. Todas as pessoas o sentem em algum momento de suas vidas. O problema não é se as pessoas estão ou não estressadas, mas sim quanto estresse elas são capazes de tolerar. O estresse requer manejo, antes que tenha muitos efeitos negativos em nossa vida. A questão não é “Como eu me livro do estresse?” Mas “Como posso manter meu estresse em níveis aceitáveis?” ou “Como posso reduzir o impacto do estresse que vivencio?”


O estresse passo a passo



A reação das pessoas ao estresse forma um padrão previsível, uma reação normal de resposta a ameaças percebidas que consiste em:


·         Aumento da frequência cardíaca


·         Aumento da frequência respiratória


·         Sudorese


·         Aumento da pressão arterial


·         Extremidades frias


·         Alteração da distribuição sanguínea cerebral. Áreas responsáveis por lógica, pensamento criativo, resolução de problemas recebem menos sangue que é priorizado para regiões que controlam movimento dos músculos, preparando o corpo para uma resposta de “luta ou fuga”. Pessoas estressadas tem mais dificuldade para pensar (o que acaba por aumentar o estresse).


·         No campo psicológico, há tendência para exagero, pensamento catastrófico, diminuição da autoimagem e indecisão.


·         No comportamento, nota-se agitação, deambulação, fala e padrão alimentar acelerado, gesticulação com mãos quando fala, observação e pontuação da vida pelo relógio, todos os eventos (mesmo esperar na fila do supermercado) são vistos como uma competição e impaciência com pessoas mais lentas.


O estresse acontece em pessoas, não em situações



Estudos recentes sugerem que o estresse é desencadeado não tanto pelas demandas que nos esperam mas pela crença de qua não vamos conseguir desempenhar as mesmas tão bem quanto gostaríamos. Se pensamos que conseguiremos desempenhar bem uma determinada tarefa o nível de estresse é baixo. Se pensamos o contrário e se espera que não lidar com a tarefa adequadamente levará a consequências desagradáveis, os níveis de estresse são altos. A intensidade da reação de estresse depende do grau de desequilíbrio entre a demanda e os recursos para lidar com a tarefa, associados a severidade percebida das consequências da falha no desempenho.


 Todos conhecemos pessoas que estão passando por problemas difíceis, lidando com eles muito bem, mas sentindo-se estressadas porque pensam que não estão realizando uma tarefa adequada. Da mesma forma, todos conhecemos pessoas que estão lidando muito mal com as demandas da vida, mas pensam que estão a se sair lindamente e sentem pouco estresse.


Lidando com o estresse



Você e só você cria as pressões de tempo. Se você encara o tempo como um inimigo, vai senti-lo como sendo arrancado de si e a ansiedade aumenta. A urgência excessiva é um problema cognitivo. Todos sentimos alguma pressão para conseguir fazer nossas tarefas. Se, entretanto, você considera tudo em patamares iguais de urgência, provavelmente sentirá mais estresse. Repense sua visão do tempo, como se relaciona com ele. Repense tarefas e eventos em uma perspectiva mais adequada.


Controle suas expectativas



Na raiz do problema está a sensação de que sempre deveria fazer mais. Você está tentando fazer mais do que é de fato capaz de fazer? Aprenda seus limites e foque em uma coisa de cada vez.


Aprenda a lidar com suas falhas



Muitos indivíduos com a síndrome da pressa apresentam medo intenso da rejeição. Tentar agradar a todos contribui para o problema. Nem todos os compromissos precisam ser encarados com um pensamento “8 ou 80”. Arriscar sua vida no trânsito por poucos minutos de atraso cria mais problemas do que soluciona. Chegar no horário é apropriado. Correr o tempo todo é um problema. Pense: qual a pior e a melhor consequência de cada situação e freie um pouco sua atitude.


Pratique atividades lentas. Nem tudo tem que ser corrido. Quando falar com pessoas, ouça mais do que fale. Quando você ouve mais, você diminui o ritmo. A escuta atenta reduz o estresse.